segunda-feira, 13 de setembro de 2021

 


Vai passar!

 

Estou transbordando de alegria e, quando isto acontece, rende crônica. Escuta aí que eu quero te contar sobre o Minis de Quarentena! O projeto #minisdequarentena surgiu como ideia do meu marido, para me salvar no começo da pandemia. A princípio era só para o Twitter e depois foi ampliado para Instagram, Facebook e Blog. Se deixei de sentir medo, raiva e tristeza por estar escrevendo os minicontos? Claro que não! Mas melhorei muito. A escrita diária me trouxe um momento de pausa para refletir sobre o dia e escrever. E quando percebi que havia leitores esperando pela postagem diária, além de me trazer alegria, trouxe também responsabilidade e cuidado. Alternava minicontos tristes, divertidos, irônicos, políticos, poéticos. E, paralelo aos minis, escrevia um romance. Quando digo que a arte salva, é mais pura verdade!  

Cheguei até o número 201, por sugestão da minha mãe para brincar com o nome da minha obra anterior, Duzentos. Não pulei nenhum dia, não aproveitei nenhum texto pronto, todos foram escritos na data, no período de abril a novembro. Estive conversando com colegas professores das séries finais do ensino fundamental e do ensino médio que indicaram, trabalharam com os #minisdequarentena em aulas, inclusive, conversei sobre o projeto com estudantes. Enfim, eu parecia satisfeita com os leitores que o projeto alcançou, quando abriu um edital, no final do mês de março, para publicação na editora Libertinagem. O nome me agradou e a chamada para publicar obras de autoras me caiu bem. Me encorajei a enviar os Minis de Quarentena, em função das cutucadas de amigos e colegas professores dizendo que o projeto merecia publicação. Em maio recebi a resposta que a obra havia sido selecionada! Uhu!!!!

Alguns meses se passaram até a finalização do livro, trabalho cuidadoso do Matheus Bibiano Branco. Tive a honra de contar com o prefácio do Adail Sobral, os textos de apresentação do Artur Vaz e da Valesca de Assis. A escolha da artista para a capa não poderia ter sido melhor, a Denise Gonçalves leu o livro e entendeu o projeto. Conto que na primeira conversa com a artista, já me senti segura, confiei, mas ela conseguiu me surpreender. Hoje tenho a capa mais linda do mundo que retrata, estampa e revela muito sobre os Minis de Quarentena. Livro nos finalmentes, o editor me pergunta sobre lançamento. Em época que todos fazem Live, eu me neguei. De cara já fui avisando: quero presencial, ao ar livre e já tenho lugar. E aqui faz-se necessário contar sobre o lugar escolhido.

            Nada é por acaso, ao comprar cerveja no Galpão 1961, fomos informados sobre um Sarau no fim de semana. Desde março de 2020 não saíamos de noite para ouvir música ou tomar cerveja em Porto Alegre, foi muita emoção ter ido ao 1º Sarau do Galpão em julho deste ano. Naquele momento decidi: o Minis de Quarentena precisa nascer aqui! Lugar ideal: aberto, ao ar livre, muros pintados coloridos, decorando muito bem o espaço antifascista, músicos maravilhosos, cerveja, caponata, pizza, tudo delícia. No sarau conheci, pessoalmente, a Carolina Panta, editora da revista La Loba, comprei o romance Olivetti Lettera 32, ganhei autógrafo. Amei o livro, li em três dias. Aproveita a dica!

            Voltando à ideia do lançamento, a princípio estávamos, editor e eu, temerosos com o presencial, por sofrermos críticas, parecermos inconsequentes, irresponsáveis ou não ter público para a ocasião. Consultei amiga médica escritora e muito responsável sobre o desejo de fazer o evento ao ar livre, mandei fotos, expliquei. Me senti apoiada.

            O lançamento dependia de outro fator muito importante: o clima! A torcida pelo tempo bom uniu vibrações da autora, do editor, da Turma do Galpão 1961 e mais um monte de gente desejosa de celebrar o lançamento comigo num dia lindo. E veio o Sol no dia 11 de setembro! E veio muita gente querida celebrar o meu terceiro livro solo! Sou péssima para escrever autógrafos. Só que desta vez queria escrever muito, queria falar da fé e da esperança por dias melhores e expressar minha profunda gratidão aos que estavam comigo naquele momento. Os autógrafos foram recheados de amor, afeto e gratidão, desta vez mais do que em qualquer outra.

            A chegada do livro também marca um novo tempo na minha vida. Familiares, amigos que estão sempre comigo, desde a primeira publicação, outros muitos que retornaram, novos que chegaram, alguns que se afastaram. Teve quem vibrou de longe por não ter conseguido vir, teve quem não foi, porque segue com muito medo da pandemia e, apesar de ser em espaço aberto como uma praça, um parque, alguns permanecem com dificuldade de voltar à vida e eu entendo.

            O lançamento foi de uma alegria gigante! Quantos amigos que não saíam de casa, todos trancafiados desde março de 2020, que conheceram o Galpão no sábado e renasceram um pouquinho? Fico feliz em dividir a descoberta de um espaço tão especial e propiciar encontro de amigos que não se encontravam fazia muito tempo.

            E eu tô igual ao Rei Roberto, são tantas emoções... Quantos amigos me prestigiaram: colegas do Fica Espanhol RS, colegas escritores, a turma do CLJ, do Santa Teresa de Jesus, do Cônego, ex-alunos que se fizeram amigos da PUCRS, da FURG, amiga de infância que reencontrei no Instagram durante a pandemia. Amigos de Rio Grande. Bah! E teve até quem viajou de Bagé a Porto Alegre só para celebrar comigo! Sem palavras para agradecer por tanto!

Estou muito envaidecida e muito feliz por ter publicado pela Libertinagem que tem um editor que se desloca de São Paulo a Porto Alegre para estar com a autora no lançamento.

E Minis de Quarentena nasceu no mês da primavera e bem colorido.

Vai passar!

quinta-feira, 7 de março de 2019

O PRESIDENTE BOLSONARO ODEIA O BRASIL?


         

       
 
Joselma Noal


            Ao que tudo indica sim, ele odeia o Brasil e os brasileiros! Do contrário, mostraria ao mundo o que nosso país tem de mais belo e representativo em termos de cultura popular. O Carnaval é o nosso grande atrativo turístico e tem razão de ser: é um espetáculo de música, cor, alegria e criticidade. Envolve multidões e traz alento a um povo sofrido e batalhador. Nós não somos vagabundos, Senhor Presidente!

            Patriotismo não significa cantar o hino nacional. Aliás, será que o presidente sabe cantar o hino? Pode até saber, mas duvido que entenda a letra!  Patriotismo é ter orgulho do seu país, do seu povo, de suas manifestações artísticas. Quando se ama, o desejo é de gritar ao mundo as qualidades do ser amado, não de colocar nas redes sociais seus defeitos. Então, o presidente perde tempo procurando vídeo pornográfico (porque deve ter procurado bastante) para difamar a nossa imagem diante do mundo, em lugar de exaltar o país que governa? Com tantos vídeos lindos sobre o nosso Carnaval ele escolhe espalhar uma imagem grosseira? Todos nós sabemos (exceto os da seita de ignorantes apoiadores do governo), que Bolsonaro, guri e moleque como tem demostrado ser, não gostou de ouvir seu nome clamado por multidões, acompanhado de insultos nesta festa brasileira. E resolveu se vingar, sim, feito guri, moleque.
            Com falta de decoro, educação, inteligência, postura, o presidente nos envergonha a cada dia um pouco mais, a cada gesto (a começar pela arminha usada na campanha) a cada palavra, a cada declaração, a cada pronunciamento, a cada fuga da imprensa... O presidente é um vexame vestido de gente, e mal vestido ainda, recordem o figurino a la Mazzaropi. Vergonha é o sentimento que me acompanha desde o resultado da eleição e segue cada vez mais forte.
            E nem vou escrever sobre a Lei Rouanet e a crítica a Daniela Mercury e a Caetano Veloso, porque a baiana musa da música brasileira se manifestou a respeito e foi bem didática. Não sei se Bolsonaro entendeu...
            Mas temos motivo para festejar: a Mangueira ganhou primeiro lugar, mostrando a história e os nossos verdadeiros heróis no desfile. E se o presidente nos envergonha, por sorte ainda temos do que nos orgulhar.

             Marielle Franco, Presente!

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

OLGA - UMA MULHER ADMIRÁVEL


  
          Em 26 de fevereiro de 1921 nasceu Olga Salomoni, ainda não era Bertaco. Em Bertaco transformou-se por amor a Luiz, jovem elegante, também filho de imigrantes italianos, com que se casou em 1939, na Igreja São José da Vila Nova.
                   Olga filha de Lúcia e João Salomoni. Do pai herdou o gosto pela arte: da ópera à literatura; da mãe: o talento na culinária.
Com Luiz construiu sua família, morando em Porto Alegre, no bairro Vila Nova, onde plantaram, colheram, compraram terrenos, fizeram amigos, tiveram filhos. Após um ano de casados veio a Janete; depois de seis anos, o Jainor e após três anos, a caçula Joecí.
Passaram-se os anos, os filhos casaram e nasceram os netos: Janilce, Josandra, Josiane, Joselma, Josângela, João Luís, Joselaine e Joe Luís.
Infelizmente nem todos os netos puderam conhecer Luiz, conviver com ele, mas sabemos de sua alegria e entusiasmo. Eu mesma, às vezes, repito frases ditas por ele, embora não recorde de tê-las ouvido, na verdade nem sei como era o timbre de sua voz. Agradeço à Olga por lembrá-lo sempre e fazer com que nós, os netos, pudéssemos conhecê-lo de alguma forma, através dela.
Da Olga sim todos poderíamos falar muito... Recordo da infância com torta bolacha e crostoli, do colo macio, dos raviolis, do incentivo para qualquer feito: para as viagens, para a compra do primeiro apartamento, para o comprimento da micro-saia, para a troca de emprego, ...
Dando continuidade à história de Olga, as netas cresceram e também tiveram suas filhas. Nasceram as bisnetas: Laura, Maria Eduarda, Júlia, Sophia, Juliana, Jordana e Clara. Sem dúvida esta é uma família de mulheres fortes, sangue herdado dos imigrantes. E esta força da mulher imigrante muito nos orgulha e tentaremos transmitir a esta nova geração feminina que tem a sorte de ter Olga como bisavó, esta gigante em amor, a quem hoje quero homenagear de uma forma muito especial.
Para mim Olga sempre foi e será muito mais que uma avó, grande amiga e companheira de viagem.  A pessoa mais doce, amável e generosa que já conheci. Olga é uma mulher admirável! Admirável pela forma como sempre conduziu sua vida, preocupada em unir a família aos domingos com chás inesquecíveis e bandejas sem fim. Tudo arrumado com primazia, cuidado e beleza.
Devo confessar que pertenço a uma família tradicional e vivi todos os momentos femininos ou ritos de passagem com orgulho e a Vó Olga esteve muito presente nestas datas: tricotou meu vestido de Primeira Comunhão (tinha esquecido de mencionar que é também minha madrinha de batismo), costurou o meu vestido de quinze anos e o de noiva. Em meu casamento estava tão nervosa quanto eu e ajeitava meu vestido a cada cinco minutos, em uma expressão de carinho memorável...
Felicidades a esta mulher admirável, que parece trufa recheada de encanto e alegria, a quem tenho a sorte de chamar de Vó.

Homenagem a Vó Olga lida no dia de sua festa de 80 anos e depois publicada em 28 de julho de 2006, Jornal Bom Dia, p. 6 em ocasião ao Dia da Vovó

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Guia para sobreviver em Forno Alegre:


• Evite caminhar ao ar livre entre às nove e às dezenove horas, se necessário for, faça uso de desodorante e protetor solar. Escolha uma roupa em tom claro e de tecido leve. Saia munido de garrafa de água gelada. Procure sombra ao caminhar. No caso de usuário de transporte público, escolha ônibus com ar condicionado. Já em caso de cidadão motorizado, na ausência de ar condicionado, abra bem as janelas. Trate de fazer uma economia para adquirir um ar, que deixou de ser artigo de luxo, mas de necessidade básica. Lembre-se de procurar sombra na hora de estacionar.
•  Em sua casa, se não há ar condicionado, muitos ventiladores devem ser ligados e vale o mesmo que para o automóvel: trate de adquirir um ar, inverter, por razões de economia e com os BTUs adequados ao espaço, se for necessário, pague em 12 parcelas.
•  Na geladeira: frutas, verduras, tônica, jarra com chá ou com água saborizada para o dia, garrafas de cerveja e de espumante para a noite. No frezzer: vodka e polpas de frutas congeladas úteis para preparar drinques e sucos. Além, é óbvio do pote de sorvete, gênero indispensável, com sorvete dentro, claro, nada de feijão congelado! As formas de gelo devem ser sempre abastecidas pelo usuário responsável por retirar as últimas pedrinhas.
• Aconselha-se ducha rápida ou banho prolongado várias vezes ao dia, conforme o tempo disponível. Se não tem piscina em casa, nem de plástico, atire-se na do condomínio, na do clube ou na da casa de algum parente ou amigo. Caso seja convidado, aceite imediatamente! Bar ao ar livre é excelente ideia para encontro com a turma. Evite ambiente fechado e não refrigerado.
• Seja feliz, curta as fotos no Instagram da alta porcentagem dos amigos que está desfrutando da praia ou do frio europeu. Não se deixe derreter de inveja! Acredite: a cidade pode ser um Forno sem deixar de ser Alegre, basta você se refrescar com agradáveis companhias!

Joselma Noal

Crônica 3 - Oficina Santa Sede de Verão - janeiro de 2019

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Segredos de liquidificador

Gosto de cozinhar, fazer bolos e doces, inventar drinques, sucos e batidas. Mas não aprecio o ficar horas na cozinha, costumo ser rápida e objetiva. Em quarenta minutos tudo deve estar pronto. Para cumprir a meta do tempo curto, os utensílios domésticos são essenciais e entre eles o liquidificador, usado para múltiplas receitas: panqueca, molho de tomate, bolo de cenoura, mousse de maracujá, batida de banana, piña colada.
Nunca pensei que o eletrodoméstico fosse perigoso como uma arma. Após a declaração do atual ministro da Casa Civil, me senti uma mãe negligente: nunca guardei liquidificador em cofre.
Em 1970, a gurizada podia brincar na rua sem medo. Vivíamos em um bairro residencial tranquilo na Zona Sul de Porto Alegre e quando ainda não frequentávamos escola ou em período de férias, fins de semana e feriados, passávamos, meus irmãos e eu, o dia inteiro pela calçada até escurecer ou a mãe gritar os nossos nomes completos. Não havia celular, computador e as horas dedicadas aos desenhos animados na televisão eram poucas, porque a calçada sabia ser muito mais animada! Pega-pega, Esconde-esconde, Polícia e Ladrão, As Panteras, Miss Brasil e Missa. As brincadeiras eram as mais diversificadas e sempre tinha uma briga no final, porque os sentimentos eram vividos de forma intensa.
Certa vez, nosso irmão vestindo a farda de policial, invadiu a nossa casinha de brinquedo, atirando com arma de espoleta. Cabe explicar que se tratava de um diminuto espaço de madeira pintado de cor de rosa com janelas brancas, onde tinhamos confiscado muitos pertences da cozinha de casa. Após levarmos muitos tiros, começamos a jogar todos os objetos que estavam ao nosso alcance com força na cabeça da autoridade. E assim quebramos o liquidificador novo da mãe, o que rendeu ferida grande na cabeça do atirador e castigo para todos de uma semana. E, claro, fazia parte do pacote, ouvir todas as noites, durante os sete dias, do pai e da mãe: sermões, palestras, discursos (não sei bem como nomear) sobre paz, amizade e tolerância.
Sim, o ministro tem toda a razão: liquidificadores e armas são igualmente perigosos. Mães e pais, por favor, fiquem atentos!

Crônica 2 - Oficina de Verão Santa Sede - janeiro 2019

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

As lambidas de Richard Gere



Joana pediu demissão em uma segunda-feira de manhã. Era janeiro, temperatura em torno de 34 graus e sensação térmica de 38. Cansou do café de garrafa térmica da escola, da companhia dos falsos colegas, do despertar às 6h30min, do ônibus das 7h, dos alunos, dos pais, dos boletins, dos conselhos de classes, dos cadernos de chamada. Teve até festa de despedida no fim da tarde, salgadinho barato com Coca-cola. Nada mal, afinal ela nem esperava, ficou uma gota comovida e muitos litros aliviada de não precisar voltar na manhã seguinte para ouvir as repetidas palestras motivacionais de homem sem braço, sem perna, tocando instrumento musical, a conversa sobre a tal resiliência e blá, blá, blá.
De noite com as amigas brindou, com muitas cervejas geladas no Apolinário, à vida nova! No dia seguinte já começou a elaborar o material didático para o curso de ensino a distância. Grana boa para trabalho a ser realizado em casa. O prazo para o envio não a aborrecia, ao contrário: assim ela se organizaria melhor.
E tudo corria bem para Joana que vivia sem horário para despertar, para dormir, para comer, até o dia em que se encantou com o cachorrinho encontrado na vizinhança e resolveu adotá-lo. Os dias não eram mais tão livres, porque o animal exigia atenção, passeios, água, ração, banho, tosa, vacina, vermífugo, visita ao veterinário. Ufa! O cão dava bastante trabalho, muito mais que a elaboração dos materiais didáticos.
Joana foi se adaptando ao Richard Gere, o poddle peludo enchia sua vida de xixi e lambidas. Um dia caminhando pelo bairro com o cão encontrou o vizinho que tinha uma cadela de mesma raça. Entre conversas e sorrisos, combinaram a cruza do Richard Gere com a Lilica. Papo vai, papo vem, iniciaram namoro e sexo antes dos caninos.
Quando se deu conta, Joana já tinha horário para dormir, acordar, fazer as refeições, sem deixar de reservar espaço na agenda para o encontro mensal com as amigas, onde sempre havia um brinde à nova vida!

Joselma Noal

Crônica 1 – Oficina de Verão Santa Sede janeiro de 2019

sábado, 13 de outubro de 2018

Antipetistas, por favor, votem no Haddad!


Tenho lembrado muito do Irmão Dionísio, meu professor de Cultura Hispânica no curso de Letras da PUCRS. Em uma aula esqueci a caneta, o irmão me emprestou uma e fez uma fala inesquecível sobre a importância de não esquecer a caneta jamais, porque esta é a arma do profissional de letras! Por isto segue este texto, vou usar a minha arma. Quero explicar o antipetismo e manifestar meu apoio a postura de Ciro Gomes.
Para quem ainda não entendeu, nem todos antipetistas desprezam os projetos sociais promovidos durante o governo do PT para as minorias, ao contrário reconhecem e valorizam, mas isto não é o suficiente para que votem em Haddad. Alguns, sim, odeiam o PT pelo olhar dedicado á comunidade carente, mas nem todos. Muitos antipetistas de hoje, foram militantes do PT no passado e o desencanto com o partido no poder causou o sentimento inverso e, assim, a admiração transformou-se em asco. O PT no poder foi corrupto como os outros partidos, claro, o PT não inventou a corrupção, no entanto não soube ser diferente, fazer política sem conchavo, sem propina, sem falcatrua, esperávamos outra postura do Partido dos Trabalhadores, daí a decepção.

Aos petistas que criticam Ciro Gomes, pensem, reflitam na arrogância do PT, os líderes do partido não reconhecem, não assumem os erros cometidos (exceção ao Olivio Dutra que já ouvi pronunciar-se a respeito)  e deveria ter conversado com o PDT e ter formado uma chapa, mas com Ciro para presidente, porque assim teríamos maior chance de derrotar o fascismo! Agora querem o apoio do Ciro, presença em palanque, porém na hora em que deveriam buscar a união não o fizeram. A votação de Ciro Gomes em seu estado comprova sua boa administração, tem a confiança de quem o conhece, seu baixo índice de rejeição é fruto de uma trajetória digna, sem rabo preso, sem papas na língua, sem medo de dizer as verdades. Infelizmente o PT desprezou Ciro e agora quer apoio? Terão apoio crítico! Sigo apoiando meu candidato e confesso: já sou Ciro Gomes 2022.
No entanto, votarei em Haddad e tenho tentado buscar votos para sua candidatura, aliás votaria em qualquer outro candidato para salvar o Brasil de ser governado por alguém insano, sem projeto de governo, com discurso baseado no ódio, querendo armar a população para garantir a segurança do país. Homofóbico, racista, xenofóbico, machista! A vitória do Haddad representa um NÃO ao fascismo, então, votemos Haddad, professor, que foi ministro da educação e realizou um trabalho excelente.
Antipetitas, não anulem o voto, pois assim estarão entregando o Brasil a um candidato que não os representa, por favor, votem Haddad em nome da democracia! Leiam as propostas de governo antes de anular o voto! Verifiquem quem apóia um ou outro candidato e escolham que lado os representa. O apoio de Aécio Neves a Bolsonaro, deveria ser suficiente para que você antipetista vote no Haddad.